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"Uma lição de amor"



Capítulo 24 "Rith an ghrian"





- Sua morte Lua. Não é tão óbvio assim?

Engoli o seco tentado não me deseperar. Ótimo agora eu estava ferrada de verdade. Corri e direção as escadas quando ele apertou o gatinho e eu senti meu braço arder. Começei a ver meu sangue escorrer sobre meu braço direito oque me fez entrar em desespero. Ele me prensou na parede apontando uma arma pra mim. Engoli o seco mais uma vez e ele gargalhou

- Com medo Blanco?
- Não tenho medo de você.
- Mais tinha tinha que ter. Agora você não me escapa vadia.

Me arrastei na parede ficando sentada no chão em quanto ele gargalhava andando com a arma de um lado pro outro pela sala enorme da mansão. - Por que você faz isso? - Perguntei incrédula e ele riu balançando a arma pelas suas mãos secas e asperas.

- Vou te contar uma coisa... Mais não conte pra ninguém. Como se você pudesse contar – Ele gargalhou. - Vai morrer daqui a alguns minuto.
- Então me conta... - Perguntei tentando manter todo o máximo de tempo até alguém chegar na mansão. Eu sábia que era quase impossível mais eu queria aproveitar meus últimos minutos de vida nesse mundo em que eu sábia que em alguns minutos não iriam mais me pertencer

- Quando eu era pequeno, nenhuma menina me dava bola... O Diretor do colégio onde eu estudava pegava todas as garotas. Elas todas morriam de amor por ele... Até que um dia eu conhecia a Ketlin. Ela foi o meu primeiro amor. - Ele sorriu debochado e eu continuei o encarando. - Ela gostava de mim... Gostava mesmo... Depois que aquele idiota do diretor novinho e galanteoso roubou de mim. Desgraçado.
- E oque aconteceu? - Perguntei curiosa.
- Eu o matei! - Ela gargalhou com um sorriso nos rostos e eu senti vontade de vomitar.
- Por que o matou? - Perguntei calma.
- Ele roubou o único amor da minha vida... DESGRAÇADO! Ele gritou jogando um vaso da pratilheira no chão.
- Por isso que se formou em diretor? Pra poder abusar das garotas? - Ergui as sobrancelhas e ele riu assentindo com a cabeça.
- Fiz todas elas pagarem por tudo que eu sofri. Abusei de cada uma e depois matei.
- Por que? Elas não tinham culpa!
- CLARO QUE TINHAM. VADIAS. São todas iguais. Eu perdi uma pra quele diretorzinho. Vadias, ninguém me dava bola por causa disso. Então me formei em diretor pra dar o troco.
- Mais não eram as mesmas alunas digo...
- SÃO TODAS IGUAIS. SÃO TODAS CACHORRAS. - Agora chega de papo. - Quais são duas últimas palavras antes da morte Lua Blanco?

Engoli o seco e percebi uma lágrima solitária invadir o meu rosto e um vento frio passar sobre a minha pele.

- Eu vou te amar por toda eternidade Arthur Aguiar. - Falei baixinho e senti o barulho do tiro. Fechei os olhos tentando amenizar toda a dor da minha morte. Um, dois, três segundos depois do tiro. E eu não senti nada. Eu não tinha morrido? - Abri os olhos lentamente e vi o corpo de Adam Scott jogado no chão com um tiro que perfurou seu cranio. - Quem havia o matado? - Levantei com dificuldades colocando a mão no braço que estava sangrando. Fui na cozinha, corredor, e copa. Não havia ninguém ali.

- Quem havia o matado?

............

Abri os olhos devagar ainda sonsa minha visão estava completamente em basada. Percebi que estava em um lugar azul, com o teto branco leve. Levantei o braço direto com dificuldades e vi que ele estava engessado. Tinha aparelhos pelo meu corpo e um barulhinho irritante ao meu lado. Ah claro! Eram meus batimentos cardíacos.

- Hey pequena... Que bom que acordou... - Vi uma voz doce alisar meus cabelos e eu pisquei algumas vezes os olhos para ver quem era
- Will... - Disse simplesmente e ele sorriu.
- Vai ficar tudo bem pequena... Pode dormir – Ele falou baixinho e eu exitei
- Oque aconteceu, cadê o Arthur? E o Adam? - Perguntei sonolenta e ele continuou alisando meus cabelos
- O Adam morreu... O Arthur ficou o tempo todo aqui com você, ele saio faz uns 10 minutinhos antes de você acordar.
- Quem o matou?
- Ninguém sabe Lu... O assino fugiu. Assassino não... Ele fez um favor pra todos nós. Quem seja lá a pessoa que matou ele, se não fizesse isso eu mesmo teria feito.
- Minha cabeça tá doendo... A quanto tempo eu to aqui?
- Dois dias. O médico resolveu te manter dormindo esse tempo todo, foi melhor... Pra evitar a dor do seu braço.
- Oh céus! O meu braço! - Gemi e ele riu.
- Acho que ele tá melhor agora.
- É, acho que sim... - Sorri.
- As meninas estão loucas pra ter ver, o Chay está lá na porta feito uma mulherzinha procupado com você. 
 - Oun Chay! - Sorri lembrando. - Pode pedir pra ele entrar? - Perguntei o olhando e ele assentiu com a cabeça. Mais nem precisou se movimentar ele já estava entrando pela aquela porta

- Five Colours! - Chay apareceu sorrindo e eu sorri sincera
- Chay!
- Que susto em menina? Quer me matar de preocupação? - Perguntou sentando ao meu lado e eu apenas sorri fraco.
- Não foi essa a ideia.
- Eu sei querida. Melhora logo tá bom?
- Eu vou melhorar. - Sorri
- Agora você tá livre, ninguém mais vai ter perturbar – Will falou baixinho e eu sorri sem graça.

* * * * *

Encostei a cabeça no travesseiro  ainda entediada minha cabeça estava rodando, e rodando, com certeza seria efeito do medicamento que haviam me dado. Já tinha se passado meia hora que o Will e o Chay saíram para assinar alguns papéis e eu estava completamente sozinha naquele quarto branco e frio. Girei de um lado pro outro na cama inquieta e aqueles fiozinhos colados no meu corpo não ajudavam muito. Fechei os olhos de vagar e vi alguém girar a maçaneta da porta era uma mulher magra de cabelos loiros ela vestia um jaleco branco e em seu crachá estava Doutora Sallie Pertersson. Ela sorriu pra mim assim que me viu e eu sorri fraco.

- É mocinha você deu um belo susto na gente! - Ela sorriu se aproximando de mim medindo minha pressão.
- É, acho que sim... - Mordi o lábio inferior - Já posso ir pra casa? - Perguntei franzindo o cenho e ela sorriu
- Claro, você só precisa ficar algumas horas em observação e eu já posso te dar alta.
- Ótimo, odeio hospital – Sorri sem graça
- E quem ama? - Ela riu – Bom, vou deixar meu cartão com você, caso você precise de alguma coisa é só me ligar ok? Aqui está meu número com o endereço do meu consultório. - Ela me deu o cartão e eu assenti com a cabeça. - Seu namorado está muito procupado com você, ele quase fez um escandalo por que não deixaram te ver,parecia que estava preste a ser papai – Ela riu e eu ri junto. 
- É a cara dele.. -Sorri 
- Em falar nele olha ai. - Ela sorriu meiga e eu fiquei sem graça. Arthur sorriu pra mim e falou com a doutora.
- Bom vocês devem querer ficar sozinhos com licença. - Ela sorriu saindo do quarto e nós assentimos com a cabeça

- Iai como você tá? - Arthur sentou no meu lado na cama e eu fiz um careta engraçada o fazendo rir. - To bem.. - Sorri fraco
- Eu não deveria ter te deixado sozinha pequena..
- Hey para com isso, não foi a sua culpa. E não aconteceu nada alguém matou ele por você
- É, mais você ainda tá machucada, eu não devia ter te deixado sozinha lá, depois de tudo oque aconteceu naquele dia
- Para Arthur! Para! Para de se culpar, eu não sou uma menininha indefesa eu sei me proteger sozinha.
- Sabe tanto que tá ai nesse hospital né?
- A agora a culpa é minha? - Falei e já tinha uma lágrima escorrendo no meu rosto
- O céus, Lu desculpa... foi sem querer - Ele me abraçou e eu respirei fundo.
- Tá tudo bem agora... - Sussurrei enfiando o rosto em seu pescoço
- Eu amo você - Ele sussurrou
- Eu amo você.- Eu também te amo seu idiota
* * * * * * *

Depois que eu voltei do hospital todo mundo resolveu me "paparicar" e eu nem tive tempo de falar nada com o Arthur. Um dia depois que eu cheguei Sophia e Mel começaram a levar biscoitinhos, e chazinhos pra mim no quarto me deixando meio folgada. Confesso. E agora eles estavam indo sair. Era de tarde umas cinco e meia e Arthur ficou comigo. Claro acho que depois daquela ele nunca mais ia me deixar sozinha. Não pera eu tinha certeza disso.

- Não to acostumada com todo mundo me paparicando. - Eu ri em quanto deitava no seu colo no jardim da mansão em baixo de alguma árvore.
- Então é melhor você se acostumar. A Sophia não vai largar do seu pé pelos próximos dois meses.
- Sei disso – sorri.
- Preciso estudar pra prova. - Mordi o lábio inferior e ele riu
- Lu ainda tem duas semanas. 
- Eu sei... mais eu gosto de me preparar. Vai falar que quando vocês não vão fazer algum show não ficam ensaiando durante toda a semana?
- Não.. - Ele riu – Só tem a passagem de som antes.
- Ha! Mais vocês são bons – Sorri de lado e ele encostou a testa na minha
- Você também é boa no que faz, você sabe disso.
- É pode ser – Sorri sapeca
- Duas semanas com você só pra mim.. - Ele falou roçando o nariz no meu me fazendo sorrir
- Ainda bem que não tenho aulas nessas duas semanas, confesso que esse mimo todo da Sô tá me deixando preguiçosa. - Fransi o cenho fazendo biquinho e ele riu
- A Preguiçosa mais linda do mundo. 
- Você mente bem sábia
- Não to mentindo. - Ele deu língua 
- Tá bom se você acha
- Eu tenho certeza - Ele falou e eu apenas sorri sentindo meu coração disparar  
- E quando voltarmos pra Londres? - Perguntei mordendo o lábio inferior e ele riu
- Tudo volta ao normal ué... Você continua morando no apartamento com a Sô. E eu continuo no APE onde eu e os meninos moramos.
- E as fãs? - Fransi o cenho e ele me encarou – Lu todas as nossas fãs sabem que nós estamos namorando..
- Eu sei... - Suspirei.. - Mais quando a gente voltar... e se elas não gostarem de mim?
- Elas vão gostar.. Eu tenho certeza. - Ele sorriu selando seus lábios nos meus.
- Acho que chegou alguém... - Falei desviando o olhar tentando escutar alguma coisa
- Será que tem haver com o presunto?
- ARTHUR! Respeita o morto! Mesmo que ele seja um canalha. - Dei tapinhas no seu braço e ele gemeu - Ai Lu! 

Ficamos ali até uns 20 minutos conversando e falando de coisas idiotas, sussurrando alguns versos da música dos meninos. If this is love then love is easy - Cantarolei vendo minhas unhas ainda com a cabeça deitada no colo de Arthur que encostava a cabeça na minha e nos assustamos com Clarie vindo até nós. 
- Crianças, preciso falar com vocês - A Velhinha falou séria e nós levantamos ficando sentados
- Oque aconteceu? - Arthur perguntou procupado
- Tinha gente ai não tinha? - Perguntei
- Eram da polícia - Explicou
- POLÍCIA? Oque eles queriam? - Quase berrei 
- Sobre a morte do Sr Scott, a casa vai ficar fechada pra pericia uma semana. 
- Duas semanas? E a gente? - Arthur abriu a boca pra falar confuso e eu concordei
- Vão voltar pra Londres amanhã e voltam semana que vem. - Explicou
- A Nãão! - Fiz bico e ela riu - São só uma semana Lua, daqui a pouco estão de volta. Lembrem-se isso aqui são apenas umas férias, vão ter que ir embora de qualquer jeito. 
- Eu sei.. Mais então! São só férias, nós tinhamos que aproveitar o máximo possível. - Expliquei 
- Deitada no sofá vendo filme de baixo do cobertor com o Arthur? Isso você pode fazer até em Narnia querida. 
- HEY! - Protestamos juntos e ela apenas sorriu 
- Avisam o resto dos meninos e para as meninas. - Ela sorriu indo embora 
- Clarie não bate bem...- Sorri fazendo careta. 
- Nunca bateu... - Arthur falou pegando a minha mão e me guiando pra dentro da mansão. 

Entramos pra dentro e fomos até a cozinha comer alguma coisa, nosso estômago estava roncado. Clarie tinha preparado alguma coisa mais não era exatamente oque a gente queria comer. 

- Crustoli? - Falou olhando o livro de receitas que provavelmente era de Clarie em cima da mesa da cozinha e eu me aproximei olhando pro livro
- Que que é isso? - Ri
- Sei lá só sei que é alguma coisa em italiano. Parece ser bom. 
- Vamo fazer! - Peguei o livro da mesa lendo os ingredientes. Dois ovos, Um cálice de Rum.. - Disse pegando as coisas no armário e colocando em cima da mesa
- Sério que a gente vai fazer isso, e se não ficar bom? - Ele arqueou as sobrancelhas e eu ri
- Arthur Aguiar, tá dizendo que eu não sei cozinha? Abri a boca pra protestar e ele soltou uma gargalhada. 
- Nunca falei isso.. Mais e se não ficar bom? A gente nunca fez nada italinano na vida. 
- Se não ficar bom a gente da pro Chay.- Gargalhei
- Não abusa do Chay tudo bem que ele come tudo mais eu acho que ele não iria comer um Crustoli estragado. Se ele souber oque é isso né. 
- Duvido muito que ele saiba - Eu ri pegando o resto das coisas e colocando na mesa

- Tá mais iai oque a gente faz agora? 

Bata ligeiramente os ovos, junte o rum, o açúcar, a água já misturada com o sal, a manteiga e a banha, acrescente então a farinha. Abra a massa com o rolo, corte com a carretilha em tiras e dê a elas o formato desejado. Frite em óleo de milho ou canola numa panela funda. Depois de fritos, polvilhe açúcar de confeiteiro e canela.- Li o que estava no livro e ele riu - Ok.. 

- Aqui tá a farinha. - Falou pegando o saco de farinha e jogando um pouco em uma caneca de medida. - Arthur tem um bicho a sopra! - Falei olhando pra caneca mexendo os outros ingredientes na  azinha e ele concordou assoprando quando eu vi aquela fumaça de farinha ir toda na cara dele me fazendo gargalhar. Comecei a rir feito demente a cara dele estava tipo MUITO MUITO BRANCA. 

- PARA DE RIR DROGA! Não tem graça! - Ela falou rindo limpando o rosto e eu comecei a rir mais ainda da cara dele. 
- É melhor você parar
- Por que se não você vai fazer oque? - Arquei as sobrancelhas rindo e ele arqueou as duas sobrancelhas e eu desmachei o sorriso

- ARTHUR NÃO POR FAVOR NÃO - Gritei rindo vendo ele jogar farinha no meu cabelo me fazendo rir mais ainda. Ele me agarrou bagunçando meu cabelo até que nós nos desequilibramos caindo no chão que já estava imundo todo sujo de farinha de trigo. 
- Lu você tá parecendo o gasparzinho - Ele gargalhou e eu dei um tapa nele. 
- Se eu sou o gasparzinho você é o Stirlky - Dei língua rindo me levantando
- Olha sujeira dessa cozinha, a Clarie não comer a gente vivo - Falei de boca aberta
- Ou nos comer junto com o Crustoli. 

N/A: Iai gente? Quero comentários por favor! :') - Yash

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